TDAH, removendo o tapa-olho

 

 

Se você ou alguém que você ama for diagnosticado com TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) como reagiria? Não desanime, saiba que é possível encarar o problema de forma positiva. As vezes podemos tirar boas lições até mesmo dos estigmas ou rótulos atribuídos aos portadores. Veja um bom exemplo disso:

“Olha a ferramenta ali menino, você não vê nada, parece um cavalo de cabriolé”.

Essas palavras incomuns eram muito usadas por um trabalhador nordestino à seu filho, pré adolescente, que parecia nunca encontrar objetos que estavam bem na sua frente. (mais tarde descobriu-se que o menino tinha TDAH) Ao comparar o filho a um ‘cavalo de cabriolé’ o pai na verdade se referia ao acessório comumente usado nos cavalos que puxam as charretes chamado de antolho ou simplesmente “tapa”, uma espécie de tapa olho que serve para limitar o campo de visão do animal o obrigando a olhar sempre para frente. O pai certamente não imaginava como essas palavras podem, de certa forma, descrever um conjunto de condições impostas pelo transtorno.

Visto que o TDAH é composto por um tríade: hiperatividade, impulsividade e atenção inconstante, os efeitos do transtorno vão bem além da dificuldade para encontrar objetos. O TDAH impõe um antolho não no nosso olho literal mas no que podemos chamar de “olho da mente”. Desde a infância armazenamos na memória informações sobre os comportamentos e atitudes socialmente aceitáveis, a maioria das pessoas acessa de maneira natural essas informações afim de responder com a reação apropriada cada situação vivida no presente. Ou seja, nós olhamos para o passado para saber como agir no presente.

Os indivíduos com TDAH apresentam dificuldade para usar o seu “olho da mente” e acessar as informações armazenadas em sua memória no momento que ela é necessária, limitando assim seu campo de visão e a capacidade de adotar o comportamento aceitável e apropriado às circunstâncias, causando problemas de relacionamento e gerando obstáculos à realização das atividades diárias.

A boa notícia é que ninguém, mesmo tendo TDAH, é totalmente incapaz de usar o seu “olho da mente”, o segredo é aprender a fazer de forma consciente aquilo que os outros fazem inconscientemente, compensando assim as limitações impostas pelo transtorno.

Milhares de pessoas tem conseguido vencer o TDAH por conhecer melhor os seus efeitos na saúde e na vida dos portadores e das pessoas que o cercam, buscar tratamento médico e acompanhamento psicoterápico.

Este blog tem a finalidade de ajudar você a encontrar fontes
Confiáveis de informação, mas não só isso, aqui você será convidado a olhar abaixo da superfície e fazer ponderações afim de encontrar a raiz da questão, e será ajudado a usar o conhecimento disponível afim de desenvolver ‘HABILIDADES’ para resolver problemas e evitar dificuldades.

Bibliografia
silva: Ana Beatriz B.; Mentes inquietas; 2008; ; Objetiva; ISBN 9788539000852
Izquierdo: Iván; Memória; 2011; 2 ed; Artmed; ISBN 9788536325446
Barkley: Russell A. Barkley; Vencendo o TDAH adulto; 2011; ; Artmed; ISBN 9788536326122

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