Morte a culpa.

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Negligente, displicente

indiferente e sem ação,

Me declaro inocente

quase com convicção.

Você reclama por afeto

Eu me recinto com um olhar.

Lembra, ainda somos aliados.

Tenta dessa vez acertar o alvo

Lanças, flechas, catapultas

E mira

No que se deve imputar a culpa.

 

Sei que devo mil desculpas

pela falta de atenção

Mas acuso a minha mente

e inocento o coração.

Só te peço minha flor

algo que podes me dar,

Absorva a consciência

e condene o meu TDA.

 

E me diz se esse grito:

”Morte a culpa!”

Diz: ”Viva a desculpa!?”

 

 

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Cor de lama.

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Rompeu o laço e ousou

Cruzar as grades do portão

Ela sorriu e pensou

Que ia passar como a última estação

Mas descobriu que esse ano

A primavera não vai chegar

Pra mitigar a dor

Trancou o peito mas matou

O amor.

 

As lágrimas não a deixam ver

A flor crescer no muro da prisão

 

Só hoje ela notou

que seu olho é da mesma cor

Da lama que respingou

no vestido e rasgou o verbo e

O coração pôs no chão

E muchou.

 

As lágrimas não a deixam ver

O amor abater o muro da solidão.

 

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Ao que parece.

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Você gosta de se ver

num espelho de ilusão,

Sempre apreciado

exemplar de perfeição.

Você até que tenta

Resistir ao vil legado

Que transforma todo prisma

Em mero vidro desfocado

 

Careces minha cara

tolerar a frustração,

Careço ao que parece

de brandura e mansidão

 

Troca seu castelo

De Cartas por um de areia.

Mas nada que resista

Ao vendaval da língua alheia.

Quem dera nunca houvesse

Em minha boca uma dessa espécie.

 

Careces minha cara

tolerar a frustração

Careço ao que parece

de brandura e mansidão

 

 

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Bússola

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Que estranho eu esqueci das chaves,

quem viu aquele meu pen drive,

por favor meu bem destrave

o portão da frente agora,

entenda isso é raridade,

caso assim sem gravidade,

jamais se repetiu em quase

toda essa meia hora.

 

Mas eu tenho um banco de memorias

A caçula  da minha sogra

Bussola  na minha trajetória

Só de março a fevereiro

Me atura desse jeito

Vez em quando se amola

Franze a testa e o nariz  cora

Mesmo assim quase sorrindo

Ela vem me abrir a porta.

 

E amanhã quem sabe eu

Entendo loci de uma vez

E aprendo russo ou japonês

Já bastava um bom português

E com o alfanumérico eu intento

Lembrar senhas de trezentos  dígitos

Mas lamento Perdi o ritmo outra vez.

 

cada dia é um recomeço,

creio que sim pois eu me perco

No caminho que eu conheço,

de onde veio esse beco!?

não repare mas suspeito

deu pane no meu GPS a despeito

do chip chig-ling que implantei.

 

Mas eu tenho um banco de memorias

A caçula da minha sogra

Bussola na minha trajetória

Só de março a fevereiro

Me aceita desse jeito

Vez em quando se esgota

Franze a testa e o nariz cora

Mesmo assim quase sorrindo

Ela vem me abrir a porta.

 

Acha que pra conselheiro

Eu me habilito,

Acho meio esquisito

Votei na cor do seu vestido

Mas rejeitou meu preferido.

Relaxe pois via de regra

Na bancada do meu júri

Você tem voto de minerva.

 

 

 

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Radiações oculares.

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Os dias de chuva

São espetaculares

Pois tem arco-iris

E poucos olhares

Eu fico a vontade

Atrás de um guarda chuva

Blindado contra

radiações oculares

 

Quanto tempo faz

que eu vi a minha irmã,

que mora na casa ao lado

e o sofá dela é meu divã.

eu vou consultar o meu cunhado

por que nós somos chegados

E quem sabe eu fique pro jantar

 

antes de sair

mais uma vez parei pra ver

Por traz da cortina

E do vidro fumê

Vi minha vizinha

empinando seu nariz

Foi por um triz,

eu quase quis continuar

Mas eu preferi esquecer tudo

E conclui:

Tô quase dormindo,

Fica pra domingo,

Hoje eu vou só telefonar.

 

 

Os dias de chuva

São espetaculares

Pois tem arco-iris

E poucos olhares

Eu fico a vontade

Atrás de um guarda chuva

Blindado contra

radiações oculares

 

Que bom se eu fosse

O homem invisível,

Que sai por aí

Sem chamar atenção

Não acharia

Assim tão difícil

Comprar o Pão.

 

Felizmente a rua

Está quase vazia

Mesmo assim evito

O rosto dos que vão

Ao dobrar a esquina

Miro o passo

Olho de lado e

Finjo ver algo

Na contramão

E já que a padaria gera ânsia e

Eu tô brigado com a balança

Vou cortar a massa do jantar.

 

Os dias de chuva

São espetaculares

Pois tem arco-iris

E poucos olhares

Eu fico a vontade

Atrás de um guarda chuva

Blindado contra

radiações oculares.

 

 

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Fora do prazo.

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Vou me sentir amado

se você não lembrar

que estou fora do prazo.

esse semestre acabo a tela

que prometi ano retrazado.

 

Sinto que vivo fora do prazo

Acuado e culpado

Sequestrado

Refém distraído e traído

Pelo tempo esvaido

Entre os dedos amputados

Pelo acaso, caso calo

E firo o calo na consciência

Cauterizado pela paciência

Que só se faz de menos ou demais

E não traz paz nem refaz

Quem não é capaz

De ser seu próprio capataz

Vigilante, tenaz, ativo e sagaz

E profere ais

Por que não atinge seus ideais.

 

Vou me sentir estimado

se você esquecer

que estou fora do prazo

Eu resolvo no sábado  a

conta do cartão estourado.

 

 

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Perdoai as ofensas.

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Eu conclui bem a tempo e

Quem diria, mandei bem e

Fui a mil, pois o fiz agradou a quem viu

E nem seu por que mas eu preferi crer

Naquele sujeito que acha defeito em tudo que vê.

Então naufraguei e afundou no breu

De um pensamento que nem era meu.

 

eu preciso  é lembrar

Não consigo controlar

Suas palavras e ações

Quanto a minhas reações

Eu posso e vou mudar

 

Poucas e boas, foi o que você ouviu

Da minha boca, lamento mas já saiu

Já passou, eu sei, e se lembramos bem

Foi até engraçado, vamos deixar de lado.

Anulei sua ofensa mas se engana

Quem pensa que já me perdoei.

Mas se concedo à você esse perdão pacífico

Eu também quero fazer as pazes comigo!

 

eu preciso  é lembrar

Não consigo controlar

Suas palavras e ações

Quanto a minhas reações

Eu posso e vou mudar

 

Quem sabe num futuro próximo

Eu volto ao passado distante

E corrijo os meus erros, que ideia brilhante!

Mas o efeito borboleta é fatal

Dizem que você tem que acertar tudo igual.

Mas como eu seu que sou impaciente

Provavelmente eu erraria tudo diferente.

 

eu preciso  é lembrar

Não consigo controlar

Suas palavras e ações

Quanto a minhas reações

Eu posso e vou mudar.

 

 

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